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sexta-feira, 25 de abril de 2025

parece que foi ontem

parece que foi ontem, mas foi há quase 12 anos que disse que rapidamente te ias fartar de me ter ao teu lado. o tempo passou e o nosso amor ainda não parou de crescer.
parece que foi ontem que decidimos dizer que sim ao compromisso de uma vida, mas foi há quase 6 meses que nos juntámos para a eternidade. inacreditável como o tempo passa e, contigo, nem dou conta.
parece que foi ontem, mas foi há quase 9 meses que descobrimos que o nosso amor crescia dentro de mim. mal posso esperar para dizer a este bebé que foi feito com todo o amor do universo (e mais houvesse).

a vida correu, mas não nos escapou - fomos atrás dela como dois loucos, juntos como dantes, apaixonados como sempre. e que assim seja por mais 11 como estes.

amo-te.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

fomos eternos durante segundos

O caos rondava-nos e o mau tempo do lado de fora da janela, espreitava discretamente entre as brechas dos estores meio abertos, meio fechados. O silêncio debatia-se contra as vozes de fundo que se ouviam com ruído. O receio foi domado pelo momento, e nenhum de nós se parecia importar. A atmosfera permanecia estática e o frio mal se fazia notar. O calor dos nossos gestos preenchia a divisão espaçada, aberta a quem nos quisesse ver. Não nos importávamos, não nos importamos. O tempo já não era tempo quando olhámos para trás, pela primeira vez ganhámos-lhe a corrida e decidimos que o eterno fazia agora parte do plano para o nosso futuro.

a música preenchia o ar tal e qual como tu mo fazias a mim

O céu parecia um tecto pintado a preto e as estrelas, pintas brancas e brilhantes adicionadas ao acaso no meio da escuridão. As luzes à beira da estrada eram as únicas a ofuscá-lo. 
A rua estava solitária, mas a música de fundo que dançava em nosso redor, preenchia-a tal e qual como tu mo fazias a mim.
Apetecia-me gritar ao mundo o quanto te amava, partilhar a felicidade que me dás, dizer-lhe as coisas que me dizes... mas afinal de contas, quem  me ouviria? 
Ponderei a questão irrequieta, enquanto observava a estrela mais brilhante que havia no céu. Ponderei-a durante algum tempo e conclui que, gritá-lo para o mundo ou sussurrar-to a ti, para mim, era-me igual, porque naquele momento, sim, naquele preciso momento tu eras mais que isso... eras o meu Universo.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

um beijo, um abraço, uma palavra, tu, eu. nós.


(tirada a 12 de fevereiro de 2014)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

és o que eu sou, somos o que tu és

És o meu Sol em dias nublados, o sonho, no meio do pesadelo, a chuva miúda da meia-noite, a melodia antes de cair no sono. És a voz do conforto, aquela batida forte no peito.
És, por definição, o "amo-te" que saiu do papel e ganhou um corpo onde viver, és não... somos.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

deixas?

Deixa-me tomar um café sentada ao teu colo, com óculos de Sol, numa tarde amena de Inverno. Deixa-me falar de como o tempo está lindo, e do quão desconfortável me pareces pelo peso que sentes na perna esquerda. Deixa-me beijar-te o pescoço e dizer-te, que por mais tentadores sejam os teus lábios, não nos podemos deixar levar com a brisa. Deixa-me dar-te a mão como duas crianças que passeiam por um parque, junto de casa, ou dois idosos que já não se recordam de quando tempo passou desde que não o fazem. Deixa-me olhar-te de alto a baixo e apreciar cada traçado do teu corpo, cada ponto do teu rosto.
Deixa-me.
Não, pensando melhor não me deixes.
Agarra-me e prende-me, porque por mais que resista, não vou a lado nenhum, por isso deixa-me. Faz o faz favor de me deixares amar-te em condições.
Arrepio-me. Arrepio-me e fecho os olhos do prazer que me dá ter os teus lábios junto aos meus. Decido que não quero ver e que ouvir-te suspirar ao meu ouvido é um desejo que combatemos juntos à medida que o tempo avança e o Sol se acobarda.
Escreve-me no corpo. Marca-me o interior com uma esferográfica azul, mas tapa-me os olhos enquanto o fazes. Não me deixes espreitar pela curiosidade do «faz de conta que não estou a ver», os defeitos e feitios com que me esboças o delineado da barriga e das ancas quase que decore.

amor em sussurros

Nunca te disse em concreto o quanto te quero junto de mim. Nunca to disse porque ao fazê-lo, para além dos tremores de medo que sei que irei sentir quando o fizer alto o suficiente para ser ouvido, nesse momento, mostrar-te-ei o quanto sou vulnerável e dependente do teu toque, e não quero que o saibas. Não quero que descubras que manuseias esse meu ponto de fraqueza, não quero que saibas que sou feita de um tipo de papel fácil de rasgar, não quero que saibas que te amo, não quero, por isso ssshh... finge que não o sabes, é um segredo, é o nosso segredo.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

És o som do mar em dias de Inverno, lembras-me dias quentes com brisas frescas a passearem em meu redor, sabes-me a qualquer coisa que quero quando tenho fome, mas que, por muito que tente, nunca consigo descobrir. Tens a paciência, quando toda eu sou mau-humor. 
És aquilo que eu não sou e tens em ti tudo aquilo que me falta. És a metade de mim que permanece para finalizar frases incompletas, inacabadas pelo mal dizer. Contrastas esta palete de sentimentos esquizofrénicos e fazes do quadro em branco da pessoa que sou, parecer uma obra de arte. És a cor que me faltava, és o número incorrecto que ficou por corrigir num caderno quadriculado cheio de riscos e rabiscos. 
És-me, tal como eu te sou a ti, meu amor.

sábado, 18 de janeiro de 2014

lamento

Escrevo e apago vezes sem conta. Tento sentir, mas não consigo. Volto a reescrever, mas as palavras dificilmente se esforçam para sair. Sinto, algo que não devia sentir e não o quero escrever. É contraditório ao que em tempos te proferi, e não quero admitir que errei ao fazê-lo. Sinto algo que não é amor. Dói-me agora a cabeça por imaginar os danos que causei, mas preciso de o dizer: não sou feliz, não estou feliz, não consigo senti-lo, e dói-me a alma em dizê-lo. Lamento agora ser mais uma causa perdida no meio de uma vida que outrora jazia estática, destruída. Apercebi-me que senti-lo, não era uma questão de tempo, mas sim algo meramente relativo ao sentimento...

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

um e um só

Reinventemos de novo uma história. Uma história qualquer. Como seres perifrásticos que parecemos, decerto arranjaremos maneira de dizer o que somos, sem termos que o fazer de maneira a que outros se apercebam de que o afirmamos na realidade. Seria interessante, que de esses outros, surgisse também numa folha em branco, frases curtas ou grandes, sobre a forma de como eles nos miram e focam o olhar. Leríamos, de facto e certamente, pontos de vista diferentes, e talvez fôssemos todos eles, e todos eles sem excepção.
Apesar de todas essas verdades quase que absolutas e escritas rabiscadas com convicção, a certeza de qual delas se adequaria melhor, nunca seria conhecida, fazendo de nós, portanto, incertos. Bem, não tão incertos assim, ainda teríamos uma única certeza: a certeza do que somos um para o outro. Ou  talvez não, visto que nunca saberás o que me és verdadeiramente, porque sei que aquilo que pensas que sinto, está longe de ser igualado ao teu sentimento, mas acredita, que o meu já vai longe, tão longe e grande que já mal me cabe na réstia de peito que me sobrou da última mossa, mas não to digo, não... prefiro antes que o sintas quando agora te toco.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

obrigada, obrigada por tudo

Não sei como é que consegues olhar-me nos olhos da mesma maneira e continuares-me a dizer o que sou para ti, depois de tudo. Não sei como és capaz, aonde vais buscar tanta força para superares tudo o que te acontece? Admiro-te. Aprendo-te. Olho-te. Apaixono-te. Amo-te. Toda essa força que resguardas no teu interior, é gigante. Tens o coração do tamanho do mundo, e é com muito carinho que eu vivo nele. É(s) incrível. Tenho orgulho em ter-te ao meu lado e dizer que és meu. Obrigada por aqui teres estado quando mais precisei de ver um rosto querido, obrigada pelo sorriso que me roubaste sem que fosse necessário tocares-me, obrigada por não me olhares de maneira diferente, obrigada por continuares a lutar, obrigada por me demonstrares que não é preciso ter-se medo quando se tem uma pessoa como tu ao nosso lado, obrigada por seres quem és. Obrigada é a única palavra que neste momento me invade a consciência, porque fizeste tanto em tão pouco que são raras as palavras que o descrevem. 
Não te quero perder, não posso deixar que isso aconteça.
Cometi demasiados erros para te deixar ir.
Já não temos segredos e não guardas rancor, acho que não poderia pedir mais, tu és tudo o que eu preciso.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

mal tu imaginas o que vai cá dentro...

Cada toque teu faz-me arrepiar e querer-te mais e mais... Cada beijo, uma palavra a menos, mas pouco importa, pois o tempo não é algo que faça parte de nós ou até mesmo dos nossos medos.
Ainda não disse que te amo porque tenho medo de fazer dessas palavras, esquemas e erros incontornáveis, perdoa-me pelo egoísmo, talvez um dia to diga, quando certezas me deres de que é comigo que queres estar. Quero-te sentir, estar contigo e fazer-te ouvir o que tenho para te dizer ao ouvido. Não me deixes, não agora peço-te, por favor. Disseste que me davas tudo, mas meu doce, eu só preciso do teu amor...
Tudo do que de mim queres, eu quero o dobro...

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Estou terrivelmente apaixonada por ti.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

porque o pouco é muito, e o tudo, nada

Causas-me este sentimento de intriga e desprendes-me os pés do chão. Deixas-me sonhar e seguir o que tenho, e o que tenho fica no coração. Não me iludes, nem me desiludes, só fazes com que sorria, e eu  assim o faço, sorrio, sorrio até mais não.
Sou do tudo, sou do nada. Sou de pouco, sou de ti. Soltas-me a alma aprisionada por medo ter de falhar e voar por aí. Quero planear em grande, em gigante, em enorme, tudo isto contigo. Quero concretizar todos os nossos desejos e sonhos: tu, eu e um abrigo. A nossa casa tem pés que vagueiam por tudo quanto é lado, e nós lá nos deixamos-nos ir. Vamos caminhando, sem pensar, sem agir, vamos por aqui e por ali, por mais que o caminho seja errado.
Somos de perdas, somos de dor. Somos de teimosia, somos de ambos, somos, ai se somos, meu amor....

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

somos nós

Encontro-me diante ao teu corpo e já sinto o teu cheiro a poucos passos de distância. Fazes-me querer tocar-te e faço-o sem pensar. Já me és tudo e ainda pouco fizemos. Não sei para onde vou ou se caminho na direção certa, mas encaminhas-me com a mão entrelaçada à minha, confiante, e eu deixo-me seguir pelo teu movimento. De vez em quando páras e beijas-me. Beijas-me como se não houvesse amanhã, e não há. Vivemos o agora com tanta intensidade que o depois pouco ou nada nos importa. És tu e eu. Somos nós, ou pelo menos assim o espero.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

deixei-me levar, e fui...

Deixei-me levar e fui. Empurrada pela melodia sincronizada que os nossos corações ecoavam. O meu batia. Batia com força. Não sei se chegaste a senti-lo no teu peito quando me puxaste para ti, mas batia. Batia tanto que eu juro conseguir ouvi-lo... Fui de encontro aos teus lábios e tu aos meus, sem questionar, sem negar, eles tocaram-se como se já se conhecessem. E conheciam-se. Pelo menos eu sabia decore os teus...

domingo, 22 de dezembro de 2013

quero, mas não posso

Eu quero tocar-te de maneira a que o mundo veja que me és algo. Quero ter-te para mim como a Lua tem as estrelas e ser-te essencial como a água o é. Quero estar contigo para te abraçar quando sentires que há algo vazio dentro de ti, quero-te preencher como me preenches a mim. Quero que te sintas feliz quando me vês e me beijes quando me vou. Quero, mas não podemos, e é por não podermos, que te quero ainda mais.