O caos rondava-nos e o mau tempo do lado de fora da janela, espreitava discretamente entre as brechas dos estores meio abertos, meio fechados. O silêncio debatia-se contra as vozes de fundo que se ouviam com ruído. O receio foi domado pelo momento, e nenhum de nós se parecia importar. A atmosfera permanecia estática e o frio mal se fazia notar. O calor dos nossos gestos preenchia a divisão espaçada, aberta a quem nos quisesse ver. Não nos importávamos, não nos importamos. O tempo já não era tempo quando olhámos para trás, pela primeira vez ganhámos-lhe a corrida e decidimos que o eterno fazia agora parte do plano para o nosso futuro.
«O tempo já não era tempo quando olhámos para trás, pela primeira vez ganhámos-lhe a corrida e decidimos que o eterno fazia agora parte do plano para o nosso futuro.» lindo :)
ResponderEliminarLindíssimo!
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