segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

um e um só

Reinventemos de novo uma história. Uma história qualquer. Como seres perifrásticos que parecemos, decerto arranjaremos maneira de dizer o que somos, sem termos que o fazer de maneira a que outros se apercebam de que o afirmamos na realidade. Seria interessante, que de esses outros, surgisse também numa folha em branco, frases curtas ou grandes, sobre a forma de como eles nos miram e focam o olhar. Leríamos, de facto e certamente, pontos de vista diferentes, e talvez fôssemos todos eles, e todos eles sem excepção.
Apesar de todas essas verdades quase que absolutas e escritas rabiscadas com convicção, a certeza de qual delas se adequaria melhor, nunca seria conhecida, fazendo de nós, portanto, incertos. Bem, não tão incertos assim, ainda teríamos uma única certeza: a certeza do que somos um para o outro. Ou  talvez não, visto que nunca saberás o que me és verdadeiramente, porque sei que aquilo que pensas que sinto, está longe de ser igualado ao teu sentimento, mas acredita, que o meu já vai longe, tão longe e grande que já mal me cabe na réstia de peito que me sobrou da última mossa, mas não to digo, não... prefiro antes que o sintas quando agora te toco.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Assenta aqui os teus pensamentos: