O céu era a paisagem que nos cobria os corpos, e tu, eras a única coisa que os meus olhos conseguiam alcançar. Tudo o resto estava estático, até o tempo que percorria solitário lá fora.
Não precisava-mos de prenunciar palavras quando sabíamos exatamente o que todos aqueles toques significavam. Era amor, após amor, e sob o frio daquela madrugada descobrimos toda a paixão que retivemos durante tantos dias dentro do peito. Ela saia de todas as formas que eram possíveis, e até impossíveis e improváveis saíam também.
Nunca foram precisas palavras, todos os beijos que dávamos, um após o outro diziam um amo-te de cada vez que eram dados e eu amei, e tu amaste. Envoltos em sacos de cama, dormimos junto do amor, e ele dormiu abraçado a nós, como se sempre nos tivesse pertencido.
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