quarta-feira, 25 de junho de 2014

insónias e madrugadas mal resolvidas

Não havia mais sitio para mim, senão num sofá, debaixo de um cobertor que nem me aquecia. O vento soprava na abertura da janela, e eu tinha frio, mesmo com uma manta a tapar-me o corpo, tinha frio. De costas voltadas para a madrugada, a brisa vingava-se em mim, e eu nada podia fazer. Indefesa, insegura, ela arrepiava-me à medida que o Sol subia devagar, confesso que tão cedo não o esperava ver romper o horizonte. O tempo não passava, nem as dores, nem o frio, tudo me parecia permanente, todos os males que nos acontecem parece nunca terem fim, quero antes dizer, nem mesmo após um fechar de olhos e um novo acordar, eles estão lá, não foram esquecidos nem apagados, eles continuam lá, mas nós queremos acreditar que não estão, pelo menos, não por enquanto.

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