Não me recordo, mas acho que acabei por te dizer que não queria. O que é facto é que o que sentia, transcendia o simples querer. Era desejo o que me tomava conta de todos os ossos que tenho. Eu desejava, desejava-te. Muito para além do que pudesses imaginar.
Tudo em ti gritava, e eu queria ouvir ainda que os berros me magoassem os tímpanos. Queria-te ouvir porque não queria que soubesses que te desejava mais do que aquilo que os meus olhos te diziam quando te olhavam de alto, a baixo.
Tudo em ti gritava, e eu queria ouvir ainda que os berros me magoassem os tímpanos. Queria-te ouvir porque não queria que soubesses que te desejava mais do que aquilo que os meus olhos te diziam quando te olhavam de alto, a baixo.
Guardei todos os pormenores do teu corpo e feições que fizeste nem tu sabes bem como, e recordei cada uma delas quando à noite me deitei, e... aiii... como eu te desejava, como eu te desejei e tu só sabias que eu não queria, ou pelo menos, pensei que soubesses, porque nada te impediu de fazeres o que fizeste depois daquele toque no rosto e do beijo a seguir, e do outro antes e depois desse, e daquele que veio depois de todos os outros.
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