O apaziguar do vento levou-me a dar tréguas a quem pouco deu mas tanto fez. É difícil perdoar o passado, mas sentada debaixo da sombra de uma árvore, a olhar para ti deitado sobre o meu vestido no meio de um campo seco pelas épocas estivais, tornava as coisas mais simples.
Falávamos do mundo, como se falássemos de nós. Ninguém nos ouvia, nem era preciso, só precisava que fosses tu a fazê-lo.
A noite rebeliava-se contra a luz do Este que emergia sobre a escuridão da posição oposta, e nós não cessámos, nem mesmo quando a sombra já não era somente uma sombra.
O dia que começou, acabou por acabar sem nos darmos conta de que tinha passado a vez de o vivermos. De tanta ser a pressa de que chegasse o de amanhã, não vivemos o que agora é passado, e volto a dizer que é difícil perdoá-lo, embora saiba que estarás a meu lado para me apaziguar a dor de não o poder mudar, que ele me causou.
Os dias passam e o perdão move-me o tempo. É disto que a vida é feita, de perdoar e voltar a viver, de viver e perdoar.
O mundo, o tempo, a vida e eu somos ambos feitos de algo em comum, de perdão.
O mundo, o tempo, a vida e eu somos ambos feitos de algo em comum, de perdão.
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