quarta-feira, 13 de novembro de 2013

a metáfora

Desenlaçámos as mãos e rapidamente foste levado pelo curso do rio, onde já na outra margem, tinhas quem te esperasse e te fizesse sorrir. Sem pensares, não sofreste, não recordaste, apenas te deixaste ir, e foste sem ceder. Foste e não voltas. Vai e não venhas. Porque a pessoa que agora observas na outra margem, à medida que enlaças a mão à pessoa que te esperava, já foi e tal como tu, não volta para te esperar novamente.

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