A chuva a bater nos vidros, quase que os estilhaçam. Gostava que aqui estivesses para ouvires esta sinfonia que ultimamente tem sido a minha companhia em dias de mais preguiça. Junta-te a mim, debaixo de uma manta, e deixa-me apreciar o teu olhar que curioso e atordoado observa um filme com o qual estás empolgado de ver o final. Seguras-me a mão, sem dares conta que o fazes, rapidamente te habituas à minha presença, durante o curto espaço de tempo em que estamos juntos. Dei-te a pensar que queria mesmo ver um filme, mas na realidade só te queria espreitar mais de perto, para ter a certeza que não me deixas, pelo menos não naquele momento, pelo menos não agora.
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