Confusa e deambulante lá caminho por entre espaços quietos que desconheço, mas que assim, só de longe, já me são algo. De pés assentes na terra, empurrada pela gravidade, lá o vestido branco a contraria, debatendo-se contra a brisa morna primaveril. Olho em redor. É natureza que me rodeia o corpo. Agacho-me. Ao toque, apercebo-me que a relva ainda está húmida da chuva atrevida que por aqui passou, quando ainda estava contigo, a apreciar-te a dormir, como um critico de arte observa as obras de outros. Pousei a cabeça sobre o solo e de seguida tudo o resto a acompanhou. Deixei-me levar pela melodia dos pássaros e pela onda de memórias da noite, que descaradas, se lembram de me invadir a mente naquele momento.
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