As palavras andam dispersas. Dançam diante mim, como se inveja me fizessem, envoltas no vento. Estendo a mão, para lhes pegar, mas fogem-me como pássaros assustados. Até ia em busca delas se as pernas não estivessem a dar de si e os joelhos ainda suportassem o peso da saudade... O corpo tem-me descaído como o de uma escritora idosa que busca imaginação somente sentada na sua cadeira de balanço. De olhar distante que facilmente se perde para o horizonte, procura paixão para as suas frases e coragem para continuar a viver num mundo que já não é dela.
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