segunda-feira, 19 de agosto de 2013

encontrei-me acorrentada num sonho que gostaria que não tivesse tido fim...

A alegria correu-me no peito enquanto, de mão dada, passeávamos algures pelas ruas de uma pequena cidade. À medida que andávamos sem saber para onde íamos, o cenário mudou violentamente e os beijos que me recordo teres-me oferecido por detrás das cortinas de plástico, que escondiam um sofá de flanela, foram-se perlongando, e surgiam em lugares vários, perversos e sensuais. As roupas desapareciam entulhadas por de baixo do sofá poeirento, mas aparentemente, ambos não parecíamos dar importância a tão pouco... Os abraços deixavam-me vulnerável ao teu toque. Quando escorregavas a mão na minha anca, o latejar do sangue irrigava-me de forma repentina e, juntamente com a vontade de te beijar mais, e mais, crescia a tentação de te empurrar para perto de mim, de forma a sentir a tua pele macia e jovem. Respirávamos ofegantemente e as mãos, que irriquietas me tocavam, escorregavam ainda mais com o suor que saia de dentro de nós.
Envoltos no amor, na paixão e tentação daquele momento tão dócil, o cenário volta a mudar. E muda como se tudo aquilo fosse confidencial e estivesse a ser guardado numa das tantas caixas do meu subconsciente, de forma a ninguém lhe tocar, de forma a ser só minha, a memória de ter junto de mim. Como se esta estivesse a ser fechada, mas com a intenção de ser aberta para mais tarde.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Assenta aqui os teus pensamentos: