Cheiro o calor da tarde que aquece a maresia.
À medida que esse fenómeno estranho e acolhedor se sucede o som da música ecoa no vazio do meu ser e, sem permissão, enche-o com tudo e nada. Com muito e pouco. A batida da música que agora soa, faz dos meus tímpanos colunas humanas, que batem somente quando ligadas a algo. A alguém. É então, que de olhos tapados com os óculos pretos e redondos, os pensamentos fluem como as ondas que agora observo ao longe, a rebolar juntamente com a areia. Pensamentos sentidos e ressentidos surgem em forma de nó que me esmaga o estômago, sorrateiro e refundido, deixa-me sem apetite e larga saudade de sentir o envolver dos teus braços no meu corpo pequeno e insignificante. É nesse momento que me apercebo da falta que me fazes, e o sentimento a perda que me deixas.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Assenta aqui os teus pensamentos: